Os sectores das energias renováveis e da mobilidade eléctrica vão ajudar Portugal a “reequilibrar a balança comercial” com o mundo, graças a várias empresas capazes de exportar conhecimento e tecnologia, disse hoje o ministro da Economia português em Xangai.

José Vieira da Silva falava à margem da segunda cimeira anual sobre desenvolvimento sustentável, intitulada Global Green Business Summit, que reuniu na cidade chinesa de Xangai governantes e especialistas internacionais.

Portugal “é um caso de estudo” no mundo no aproveitamento de energias renováveis e na implementação de um sistema de mobilidade eléctrica, referiu o ministro, o único convidado estrangeiro entre três chineses na abertura dos trabalhos.

O ministro da Economia citou a EDP como uma das empresas líderes mundiais no sector eólico e destacou o facto de haver mais empresas que permitem acreditar na exportação de “green business” português.

A Galp, na área dos biocombustíveis, a Efacec, na inovação de componentes eléctricos e electrónicos, ou a Critical Software, no desenvolvimento de aplicações, foram alguns de outros exemplos apontados por Vieira da Silva.

O leque está em expansão: na área, as empresas portuguesas podem ser globais ou “assumir posições de relevo em nichos de mercado”, que independentemente da dimensão podem ser um “importante contributo para o país”, destacou.

Na sua intervenção, Vieira da Silva comparou “os empreendedores e investigadores actuais” a novos navegadores, como aqueles que protagonizaram os descobrimentos portugueses, mas agora aliados “às novas tecnologias”.

Segundo referiu, as soluções energéticas podem até ser “uma das portas de entrada na China”, 500 anos depois de os portugueses terem sido os primeiros europeus a contactar com o país asiático.

Durante a abertura do encontro, as autoridades locais não esconderam a necessidade de encontrar soluções mais eficientes e amigas do ambiente no actual momento de expansão industrial e económica da China.

“Portugal é um caso de estudo”, seguido por “muitos olhos” do mundo, acrescentou Vieira da Silva, dando conta de um novo convite, desta vez de estudantes da Universidade de Pequim, para poder voltar a apresentar o plano do Governo português.

O Plano Novas Energias do Governo português tem como metas até 2020 reduzir a dependência energética de Portugal para 74 por cento, cumprir os acordos de combate às alterações climáticas, de forma a que 60 por cento da electricidade seja produzida por fontes renováveis, e diminuir em 25 por cento o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas.

Para atingir tais objectivos, “os eixos principais são o automóvel eléctrico, as energias renováveis e a eficiência energética”.

Fonte: http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2869&Itemid=1

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